Um dia acreditamos que depois de terminar a faculdade iríamos, finalmente, esquecer um pouco os livros e professores e que um diploma seria a garantia de um longo período longe das salas de aula e de um futuro próspero e ascendente. As transformações pelas quais passam o mercado, impulsionadas em especial pelas inovações tecnológicas, fazem com os profissionais precisem mudar o mindset. Mais do que nunca, devemos enxergar a educação como uma atividade atemporal e compreender que o aprendizado é um processo que deve ser implantado durante toda a nossa vida. Esse processo é conhecido como Lifelong Learning.

Em cenários ágeis e complexos a necessidade de atualização se torna preponderante. É importante ter atenção aos movimentos das empresas e dos mercados e a consciência que a gestão da nossa carreira depende unicamente de nós. Para além das competências técnicas sempre tão importantes em ambientes estáveis, as competências comportamentais estão também em evidência. Afinal como nós podemos nos preparar para um futuro próximo sem sabermos ao certo para o que estamos nos preparando? 

Se ficarmos de olho na relação de competências listadas pelo Fórum Econômico Mundial, perceberemos com mais clareza o caminho a ser seguido. Por exemplo, flexibilidade cognitiva, que significa a habilidade de utilizarmos conjunto diferentes de regras e padrões, pode representar a necessidade que temos de nos adaptar rapidamente a novos desafios. Fazem parte da lista ainda a capacidade de julgamento e de tomada de decisões, a resolução de problemas complexos, criatividade, pensamento crítico entre outros. Isso porque já se sabe que a inteligência artificial já consegue resolver com eficiência muitas questões, e existe ainda a previsão, que de que a IA resolva algumas que demandam reflexão profunda como a dos humanos, mas ainda não a consciência. Por isso, a melhor estratégia me parece nos apropriarmos das competências técnicas que compõe o eixo central da nossa formação e investirmos constantemente em conhecimentos que possam nos ajudar a promover transições de carreiras ao longo do tempo. Em outras palavras, temos que aprender a nos reinventar. E como diria Alvin Toffler: aprender, desaprender e reaprender. 

Para começar o primeiro passo é despertar em você o desejo e a vontade de aprender. Como já deve ter percebido essa dica nada tem nada a ver com um conselho de tia chata! Uma forma bacana de começar é buscar, por meio do autoconhecimento, temas que despertam a sua curiosidade e a vontade de saber mais. Precisa mesmo transformar um esforço inicial para sair da inércia em um hábito prazeroso e perene. Precisa desenvolver novamente a sua mente de estudante. O que você pode aprender de novo hoje?